II- O POVO DE DEUS

Constituição sobre a Igreja (LG)

17. Da Igreja como sociedade, puro fato histórico, para a Igreja sacramento, sinal e instrumento da salvação universal: 1-17.30-38.

18. Da Igreja instituição sagrada, para o Povo de Deus, em comunhão com Deus, no seio de uma humanidade salva por Cristo no Espírito: 2-4. 9-17.30-38.

19. De uma doutrina da Igreja feita a partir dos poderes eclesiásticos, para a Igreja entendida como vida de um Povo, alimentado pela Palavra e pelos Sacramentos: 7.10-12.21.28.

20. De uma Igreja-religião, para uma Igreja-comunhão com o Pai, pelo Filho Encarnado, no Espírito Santo: 2-4 (cf. AG 2-4; De 2)

21. De uma eclesiologia voltada para si mesma, para uma eclesiologia atenta à realidade colegial e à comunhão: 19.20.22-29.

22. De uma Igreja clerical, válida por si mesma, para uma Igreja de cristãos inseridos no mundo: 30-38.

23. De uma Igreja predominantemente disciplinar e jurídica, para uma Igreja da vida de santidade em união com Deus: 39-47.

24. De uma Igreja bem delimitada, para uma Igreja santa e sem fronteiras: 13.15-17.23. 39-42

25. De uma Igreja estabelecida, para uma Igreja peregrina e escatológica: 48-51.

26. De uma concepção da glória pessoal de Maria em si mesma, para o culto da Virgem como primeira dentre os cristãos: 52-56.

Constituição da Liturgia (SC)

27. Do imobilismo ritual para uma celebração adaptada às necessidades de cada povo, no tempo e no espaço: 1.4.23.37-40.

28. Dos atos religiosos fragmentados, para a liturgia, expressão autêntica da vida da comunidade eclesial, em união com Cristo: 2.5-13.26-32.

29. Do formalismo ritualista, para a iniciação numa liturgia integral: 14-20.

30. Do culto válido em si mesmo, para a participação inteligente de toda a comunidade, guiada pela palavra de Deus: 33-36.

31. De uma Igreja administrativa, para uma comunidade litúrgica real, expressão do povo de cada bairro, cidade, região ou país: 41-46.

32. Da missa como ocasião de oração, para a missa concelebrada: 47-58.

33. Dos sacramentos, canais de graça, para a celebração dos atos da vida santificados pela Páscoa do Senhor: 59-82.

34. Da reza obrigatória do Ofício das horas, para a celebração da Palavra, alimento e expressão da oração de todas as horas: 83-101.

35. De uma concepção litúrgica invertebrada, para uma liturgia polarizada pela Páscoa do Senhor: 5-6.47.61.102-111.

36. Da uniformidade da música e das artes sagradas, para o pluralismo sadio, expressão do gênio de cada época ou de cada povo: 112-130.

Decreto sobre bispos (CD)

37. De bispos que administram individualmente suas igrejas, para o colégio episcopal, que participa da preocupação de toda a Igreja: 1-4.6-7.36-44.

38. De um episcopado inteiramente dependente das decisões romanas, para um episcopado participante no governo da Igreja universal: 5.9-10.

39. Do conceito jurídico de diocese, para um conceito teológico e pastoral: 8.11.

40. Da concepção jurídica do tríplice poder episcopal (ensinar, santificar e governar), para a noção bíblica, teológica e pastoral, de acordo com a sã tradição e as exigências atuais, começando pelo serviço da Palavra: 12-21.

41. Da diocese individualmente governada, para a comunidade local, de que participam o clero e os fiéis: 22-35.

Decreto sobre os padres (PO)

42. Do presbiterato jurídico e cultural, para o presbiterato plenamente pastoral e secular: 1-3.

43. Do ministério predominante administrativo e sacramentalista, para o serviço de animação da comunidade na linha do tríplice ministério episcopal: 4-6 (cf. LG 29).

44. Do clero individualizado na vida e no ministério, para o clero integrado na comunidade, no presbitério, em união com os bispos e com os fiéis: 7-9.

45. Do clero disperso, alocado aleatoriamente, para um clero distribuído segundo as necessidades de cada região ou partes do mundo: 10-11.

46. Do sacerdote com vida espiritual juridicamente regulamentada, para a unidade da vida sacerdotal: integrando vida espiritual, intelectual e pastoral: 12-17.

47. Do ministério rotineiro, para o incessante aperfeiçoamento pastoral, convenientemente assessorado: 18-19.

48. Do privilégio clerical, para o ministério concebido como serviço devidamente remunerado graças ao espírito comunitário dos fiéis: 20-22.

Decreto sobre os Seminaristas (OT)

49. Da formação uniformizada, para a formação diversificada por regiões: 1.

50. Do cultivo de algumas vocações individuais, para uma pastoral vocacional: 2.

51. Do seminário menor clericalizado, para o seminário adaptado à situação humana e cristã real dos adolescentes e dos jovens: 3.

52. Dos seminários regulamentados canonicamente para seminários orientados pastoralmente por equipes competentes e preparadas técnica, humana e espiritualmente: 4-7.

53. De uma formação espiritual válida por si mesma, para a vivência espiritual do serviço pastoral: 8-12.

54. Da formação intelectualista, fragmentada em disciplinas desconexas, para a formação unificada em torno da fé no mistério de Cristo na Igreja e no mundo, imbuída da perspectiva pastoral: 13-22.

Decreto sobre os Religiosos (PC)

55. Da instituição religiosa imobilizada, para a vida religiosa no seguimento de Cristo, segundo o Evangelho, e em consonância com as exigências atuais: 1-3.7.11.16-21.25.

56. Do absolutismo de obediência, para o desabrochamento espiritual da pessoa consagrada, no seio da comunidade fraterna: 4-6.14-15.

57. Da pobreza jurídica, para a pobreza real, individual e comunitária: 13.

58. Da pluralidade caótica dos institutos, para a associação comunitária: 22-23.

Decreto sobre os Leigos (AA)

59. De um povo cristão indiferenciado, para um laicato de cristão conscientes, e atuante na Igreja e no mundo: 1-4.33.

60. Dos objetivos puramente espirituais ou puramente temporais, para evangelização que leva à restauração da ordem temporal e ao serviço dos homens à luz da justiça e do amor: 5-8.

61. Da atividade dos leigos restrita a certo fins, para a atividade apostólica que se estende a todos os setores da Igreja e do mundo: 9-14.

62. Do apostolado improvisado, para a visão orgânica de uma ação apostólica individual e associada: 15-19.

63. Do apostolado de simples cooperação com a Hierarquia, para a ação católica entendida como serviço prestado à obra da evangelização, em conexão com o apostolado hierárquico: 20.

64. De leigos passivamente submissos à Hierarquia, para leigos que vivem ativamente na comunidade, obedecem em clima de diálogo e cooperam com todos os homens na construção do mundo: 23-27.

65. De leigos que exercem o apostolado por simples amadorismo, para leigos que se formam na ação, encarando e julgando a ordem temporal com critérios cristãos: 28-32.

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